No dia 27 de setembro de 2008 me dirigi a uma solenidade e me surpreendi com o número de músicos presentes, músicos idosos, de meia idade e jovens. Alguns pensarão que estávamos em uma festa, porém não era isso, estávamos na Capela São José e era um momento de veneração ao senhor Parailio que nos deixava para ir tocar em outras dimensões.
Quem era esse homem que todos estavam olhando com tanta ternura? E já sentindo saudade...
Era um dos tipos inesquecíveis do Monteiro Lobato e dos círculos musicais, um exemplo de honradez para seus filhos, netos e de todas as pessoas que tiveram o prazer de conviver com ele. Seu violão ganhava vida com o toque de seus dedos. Entretanto, muito maior era o ser humano que demonstrou que respeito não se compra, se conquista: as crianças e jovens estendiam as mãos para cumprimentar seu Parailio porque o amavam, e não por medo ou por receio. O carinho recebido de suas mãos era um ato de amor.
Podemos chorar de saudades, porque somos humanos e já estamos sentindo sua falta. Porém agradecemos a Deus todo o tempo que pudemos e tivemos a honra de ser seus amigos.
Olga B. Cordeiro de Oliveira e família
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