Em meio a tanta tristeza, eis que surge a solidariedade brasileira que há tempo parecia sumida, esquecida no sentimento de “cada um por si” que guia os dias cada vez mais estressantes. Culpa do capitalismo que torna os cidadãos escravos do sistema competitivo, onde os melhores se sobressaem. É uma pirâmide! Quem quer estar no topo precisa estar acima da grande parcela da população. Nessa sociedade onde tudo tem seu preço, falta espaço para os sentimentos de igualdade, para os serviços voluntários e para a ajuda sem recompensa.
Para ajudar os afetados pelas enchentes em Santa Catarina, o povo brasileiro sensibilizado se une. Instituições, empresas e cidadãos estão mobilizados arrecadando alimentos, água potável, remédios, produtos de higiene, roupas, calçados, colchões e tudo o que se puder doar para reconstruir as cidades devastadas pelos temporais. “As doações chegam de todos os cantos do país” diz a cobertura do portal G1. A defesa civil, que está recolhendo as doações, trabalha sem parar para atender a demanda. Voluntários ajudam como podem para atender a população de nove cidades que decretaram estado de calamidade pública. Em Ponta Grossa, o Corpo de Bombeiros coletou cerca de duas mil peças de roupas. Na primeira arremessa de doações encaminhadas a Itajaí, o Paraná enviou 150 toneladas de roupas, calçados, cobertores, colchões, alimentos, água, móveis, materiais de limpeza e bobinas de lonas plásticas. Doações em dinheiro passam de 3,5 milhões de reais.
No Monteiro Lobato não foi diferente. Os moradores arregaçaram as mangas arrecadando doações para serem enviadas a Santa Catarina. Alguns, inclusive, têm parentes no Estado e acompanham de perto a tragédia. Toda essa mobilização mostra que ainda há esperança de formarmos uma sociedade mais justa e igualitária. Cabe a cada um fazer a sua parte, não apenas nos casos de calamidade, de grandes tragédias. Mas também no cotidiano, nos pequenos gestos. Doar roupas e calçados que não se usa mais, reservar um dia para serviços comunitários, fazer um gesto de solidariedade dentro da própria comunidade. É preciso perguntar: você já fez a sua parte?
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