sábado, 27 de setembro de 2008

Evento alerta para cuidados com meio ambiente e saúde

monteirolobatodiadaarvore3.jpg Dia 21 de setembro é o dia da árvore. Para celebrar a data, a comunidade do Residencial Monteiro Lobato realizou uma tarde com palestras sobre meio ambiente e teatro infantil sobre saúde.
Além disso, foram plantadas mudas de árvores e colocadas placas com identificação das espécies nas árvores já existentes.
Alunos de biologia da UEPG classificam as árvores existentes no Monteiro
A natureza está pedindo socorro”, declara o montador José Vilmar Horst, morador do Residencial Monteiro Lobato. Ele completa dizendo que “se todos fizessem sua parte, ajudariam o meio ambiente”.

Assim como José, o mundo inteiro está alarmado por causa dos danos que o homem provoca no meio ambiente. Diante desse quadro, o Condomínio, em parceria como Rotary Club e com alunos de biologia da UEPG, resolveu aproveitar a data em que se comemora o dia da árvore para conscientizar adultos e crianças sobre questões ambientais.

monteirolobatodiadaarvore2.jpgDurante a tarde, houve palestras sobre separação e reciclagem de lixo e utilização correta da água. Além disso, foram plantadas mudas e colocadas placas de identificação nas árvores já existentes.
Teatro educativo diverte crianças no Monteiro Lobato

Como atrativo para as crianças foram apresentados no local teatros infantis, além da instalação de cama elástica e distribuição de doces.

A presidente do Rotary, Jandira Terezinha Gonçalves, diz que o foco principal do evento foram as crianças. Para ela, conscientizar as crianças é fazer um trabalho de educação pensando no futuro. “Os adultos já têm suas manias. É difícil de mudar suas atitudes. Já as crianças estão em processo de formação, e essa formação precisa ser a melhor possível”, fala Jandira.

Ela ainda explica o motivo de escolher fazer o evento na comunidade do Monteiro Lobato e não numa comunidade carente: “Quanto maior o poder aquisitivo, maior a produção de lixo. Então, precisamos conscientizar esses moradores para a coleta seletiva de lixo”.

Claudia Saveli é dentista e trabalha como voluntária atuando nos teatros apresentados. A temática da apresentação foi a higiene bucal, porque, segundo Cláudia, quando se fala em meio ambiente se associa a saúde.

"Em torno de 2.700 pessoas já assistiram a peça desde que começamos em 2001. A partir desse teatrinho, as crianças guardam mais e surte mais efeito”, conta. Ela ainda comenta sobre o trabalho voluntário que realiza: “Alegria e conscientização são as principais recompensas que recebemos”. monteirolobatodiadaarvore1.jpg

Como se fosse brincadeira, crianças aprendem a manter boa saúde bucal

Charles Amaro, técnico em mecânica e morador da comunidade, fala sobre a importância de se conscientizar a favor da natureza: “Preservação e educação ambiental são essenciais. Tem que se concentrar em educar nossas crianças para garantir um futuro melhor”.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Condôminos apontam problemas nos estacionamentos do Monteiro


Após pintura sem planejamento e aplicação de multas, moradores formam comissão para estudar possíveis soluções

Na última Assembléia, dia 16 de agosto, o condômino Alfredo Tozetto levantou questioamentos e fez um relatório contendo os pontos crítcos e observações sobre a atual situação dos estacionamentos. Assim como Tozetto, muitos moradores reclamam, não apenas da ausência de vagas nos horários de pico, mas também da falta de padronização das faixas, das advertências e multas aplicadas, além de outros apontamentos.
De alguns anos para cá, o número de carros observados no condomínio aumentou consideravelmente. P
orém, a quantidade de vagas para os veículos não aumentou na mesma proporção. Hoje, há 1014 veículos registrados (sem considerar os cadastros desatualizados) e apenas 565 vagas demarcadas.
Com o objetivo de encontrar possíveis soluções p
ara a falta de vagas e outras reivindicações dos moradores, foi criada uma comissão para tomar a frente das discussões. Fazem parte da comissão Alfredo David Tozetto (24/32), Izabel Stancik (24/13), Josmar Bortolo Nadal (18/02) e Marcos Antônio Biscaia (21/12). Os integrantes pretendem fazer um estudo mais detalhado da atual situação, apontando as falhas e sugerindo maneiras de solucioná-las. Futuramente, haverá uma Assembléia Geral exclusiva para discutir o assunto.
O engenheiro agrônomo Alfredo Tozetto fala que em breve a comissão se reunirá para discutir soluções e que já tem algumas sugestões em mente. “Primeiro temos que contratar um engenheiro para fazer uma avaliação. Depois vamos resolver os problemas mais urgentes”, ressalta. Além do incômodo da falta de vagas, Tozetto diz que ainda há outros problemas a serem considerados, com
o “um local adequado para os caminhões e caçambas de lixo, espaço para os visitantes deixarem seus carros, atualização da convenção do condomínio, passagem para os pedestres, instalação de mais lombadas, pois o limite de velocidade não é cumprido, entre outros”.
Outro integrante da comissão, o condômino e sub-s
índico Josmar Nadal afirma que o principal problema é o de falta de vagas. Perguntado sobre como foi realizada a pintura recentemente, ele afirma: "Foram pintadas as faixas sobre as que já existiam. Se pintássemos de outra forma exigiria um alto custo, pois teríamos que pintar as faixas amarelas que já existiam de uma cor escura."
Izabel Stancik, que também participará dos estudos, concorda com o levantamento feito por Tozetto: "Com certeza deve ser pensado e deve haver uma padronização. "Sobre as multas, ela critica: "Discordo porque as pessoas não fazem de propósito, estacionam em outros lugares, porque não há vagas. As multas só agravam o problema
". Sobre o assunto, a síndica Jacira Dias afirmou na Assembléia que não houve planejamento: "Há outras prioridades, como o projeto de reciclagem, por exemplo". Sobre as multas, Jacira ressalta: "As multas são aplicadas de acordo com a Convenção e com o Regulamento, é a base legal para aplicação." E acrescenta: "As decisões de Assembléias também são bases legais, podedendo nelas ser decidido pela retirada da multa ou não". O engenheiro Alfredo Tozetto critica a posição tomada pela administração do condomínio. “A síndica deixou claro que o estacionamento não é prioridade. Mas eu acho que se deve trabalhar com várias prioridades ao mesmo tempo e não só uma”, reclama.

Opiniões
O morador Josué Pacheco (23/26), representante comercial, concorda que o número de vagas é insuficiente. O morador do bloco 23 diz que depois das 17 horas é difícil encontrar vagas disponíveis. “Já cheguei a estacionar bem longe do bloco onde moro por não ter onde colocar o carro”, fala. Iná Beatriz Koki (28/07), dona de casa, explica que por falta de lugar no estacionamento já chegou a estacionar na frente do lixo. “Por causa disso, levei uma advertência do Condomínio. Mas o que eu podia fazer, tenho filho pequeno, não posso parar muito longe do meu bloco”, ressalva.
Uma moradora do bloco 19 que não quis se identificar faz várias reclamações ao sistema do estacionamento. Sobre a falta de vagas ela fala que às vezes tem que estacionar o carro próximo ao bloco 12 ou do 27: “Nos dias de chuva ou quando temos compras de mercado e não tem lugar perto fica muito difícil. Tem dias que estaciono aqui no parquinho do lado do bloco”. Outra questão que a moradora aborda é a mão única usada nas vias do condomínio. “Toda a volta do Monteiro dá 1 quilômetro. Então, se não acho vaga para frente do bloco, tenho que sair do condomínio para entrar novamente. Acho que deviam estudar a possibilidade da mão dupla”, opina. Ela ainda fala sobre a demarcação das vagas: “Primeiro tem que consultar um especialista para fazer um planejamento da pintura. Senão não tem como fazer”.
Maria Lúcia Xavier da Silva (19/02), servidora pública, comenta sobre a pintura das vagas. Para ela, o trabalho deveria ser realizado com planejame
nto: “Foi um desperdício de material. Sem padronização, não houve nem medição antes de demarcar os espaços. Acho que deveria ter uma
Assemb
léia exclusiva para discutir o assunto”.



DIREITO ASSEGURADO: ESTACIONAMENTO GANHA VAGAS PREFERENCIAIS


O direito à reserva de vagas para portadores de necessidades especiais assegurado em leis de trânsito, agora também vale no Conjunto Residencial Monteiro Lobato. A decisão foi tomada depois que os moradores reivindicaram a vaga preferencial.
Yvone Bujocas é mãe de um menino com paralisia cerebral e comenta sobre os benefícios da determinação. “Quem não tem problema não sabe a dificuldade de alguns passos a mais”, fala Yvone Bujocas, mãe do adolescente Jair. Ele e outros portadores de necessidades especiais puderam comemorar a decisão da síndica do Condomínio Monteiro Lobato, Jacira Dias. A partir de agora, todos aqueles que tiverem alguma dificuldade de locomoção terão as vagas de estacionamento próximas aos blocos reservadas para seu uso.
A legislação federal (art. 25 da lei n° 10.098 de 19 de dezembro de 2000) obriga que estacionamentos de edificações de uso público ou de uso coletivo reservem pelo menos 2% de vagas para carros com deficientes físicos. A lei em vigor costuma ser respeitada em shoppings e supermercados. Porém, no Monteiro, até poucas semanas atrás não havia a reserva de vagas.
A dona de casa Yvone conta sua dificuldade em transportar seu filho Jair: “ele é muito pesado e tem grande dificuldade de locomoção. Já cheguei a estacionar bem longe. Desde que moro aqui, as pessoas sabem do problema e mesmo assim não percebem a necessidade de uma vaga mais perto”. Porém, a dona de casa reconhece a mudança que teve depois que colocaram a placa de reservado. “Ninguém se preocupava em deixar a vaga, mas agora todo mundo respeita”, diz. Ela ainda ressalta: “Foi uma agradável surpresa, mas ainda há muito que melhorar quanto à acessibilidade, como construção de mais rampas e colocação de corrimãos”.

"Metade de mim é japonês e metade e mim é brasileiro"


No ano em que se comemora o centenário da imigração japonesa no Brasil, o Jornal O MONTEIRO entrevista um descendente que se diz divido entre as culturas do Brasil e do Japão.
Filho de imigrantes japoneses, o condômino Mario Okada ainda preserva alguns traços da cultura oriental. Seus pais vieram ainda crianças ao Brasil, através da parceria entre os governos dos dois países. Assim, a partir de 1908, o Brasil recebeu os imigrantes que vieram em busca de trabalho, a maioria para trabalhar na agricultura. O objetivo deles era retornar ao país de origem, mas assim como os pais de Okada, muitos acabaram ficando devido aos conflitos da 2ª Guerra Mundial.

O MONTEIRO - Qual a influência da cultura japonesa em sua vida?
A influência da cultura foi aquilo que meus pais passaram. Acredito que a maior influência foi na parte de educação e a valorização, porque eles dão muito valor à pessoa e a respeitar os idosos. Assim, o mais velho cuida do mais novo e o mais novo respeita o mais velho. Também tem as festividades. Hoje a gente não vê aqui em Ponta Grossa muito, porque o número de descendentes é pouco. Mas no norte do Paraná, onde eu morava, tem bastantes festividades Não é bem um carnaval, mas eles tem uma comemoração, com danças típicas, com trajes típicos de lá. Hoje quase não tem escola japonesa aqui, mas antigamente todos iam na escola brasileira, naturalmente, mas também iam na escola japonesa para aprender.

O MONTEIRO - E o senhor freqüentou escolas japonesas?
Freqüentei 3 anos.

O MONTEIRO - Onde o senhor nasceu?
Eu nasci em um sítio em Itambaracá, norte do Paraná. Vim com 21 anos para Ponta Grossa, já completou 35 anos que estou na cidade.

O MONTEIRO - De que cidade seus pais são?
Meu pai nasceu em Osaka no Japão. E a infância dele, ele passou em Fukuoka. Quando ele tinha 10 anos, em 1932, ele veio para o Brasil, no Porto de Santos. Minha mãe nasceu em Hiroshima. Hiroshima todos conhecem porque foi lá que, na Segunda Guerra Mundial, caiu a bomba atômica. Ela chegou no Brasil com quase três anos, em 9 de janeiro de 1933, então de lá ela não lembra praticamente nada.

O MONTEIRO - E os seus pais voltaram para lá?
Não, acabaram ficando. O objetivo era voltar para lá. Mas quando estourou a 2ª Guerra, eles desistiram de voltar e acabaram ficando. Alguns ainda voltaram, mas a grande maioria não voltou. Todos, praticamente ficaram. Um ou outro viaja para lá, mas retornam. Aqueles que vieram, os primeiros, há 100 anos atrás, em 1908 conseguiram voltar.

O MONTEIRO - Como foi sua viagem ao Japão?
Eu fui em 1997 para passear, para conhecer um pouco. Fiquei pouco tempo, vinte dias.

O MONTEIRO - E o senhor sabe falar japonês?
Sei, falar eu sei. Ler e escrever quase nada, muito pouco.

O MONTEIRO - O que mais te chamou a atenção no Japão?
A limpeza chama atenção. Não tem lixo jogado nas ruas, as calçadas, é tudo bem limpo. Outra coisa é a quantidade de bicicletas. Aqui no Brasil a gente vê bastante motos, mas bicicletas não muito. E lá tem muitas, e eles andam de bicicleta em cima da calçada. São milhares de bicicletas, uma do lado da outra. Não sei como que cada um acha sua bicicleta, como que não se perde. Também o trânsito, bastante gente, bastante carro. E lá, se você pára na rua para atravessar, os carros param. Aqui, se você parar, passam por cima de você. Outra coisa foi andar de trem bala e os ônibus que não têm cobrador, só motorista.

O MONTEIRO - O senhor acha importante conhecer a cultura japonesa e preservá-la?
Eu acho que seria importante preservar alguns costumes porque nossos pais vieram do Japão. Eu sou da 2ª geração, meus pais são da 1ª geração e cada vez vai se abrasileirando mais. No final, acaba esquecendo da cultura japonesa. Como sou da 2ª geração, ainda fico dividido, metade de mim é japonês e metade de mim é brasileiro. Metade de mim pensa como japonês e a outra metade como brasileiro. A gente nasceu, cresceu e foi educado aqui e também com os meus pais que ensinaram a cultura de lá, então acaba ficando meio a meio, a gente é um pouco de cada coisa.

O MONTEIRO - Quais as principais diferenças do Brasil com o Japão?
É difícil dizer a diferença, porque eu vivo as duas culturas ao mesmo tempo. Então, tem hora que eu misturo as duas.

O MONTEIRO - Pode-se dizer que o japonês é mais introspectivo?
Acho que não, depende da pessoa mesmo. Essa impressão que o japonês é menos extrovertido é porque eles tinham dificuldade para falar a Língua quando chegaram aqui. Já hoje não, porque todos eles já nascem brasileiros, falando a Língua. Eles são mais reservados, de maneira geral e os brasileiros mais liberais.

O MONTEIRO – O senhor gostaria de retornar ao Japão, morar lá?
Prefiro morar aqui. Lá é bom para passear, fazer turismo. Acredito que aqui é bem melhor, mais tranqüilo. Lá o país é pequeno, bastante gente, é uma loucura, uma correria. Lá só tem sossego quando se aposenta, nem sei se há tranqüilidade quando se aposenta.

Faltam provas em denúncias do MCCE


OAB tem dificuldade em apurar denúncias. Até agora, apenas dez foram feitas com provas

Ausência de provas é a principal dificuldade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para a apuração de denúncias do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). O porta-voz do movimento em Ponta Grossa, Henrique Henneberg conta que o objetivo do grupo é fiscalizar e informar as ações da Câmara e do Executivo. Até agora dez denúncias com provas foram realizadas.
A advogada e participante do movimento, Gheisa Sartori, conta que a materialização das denúncias é a principal dificuldade do movimento. Para ela, o ano eleitoral é o período mais importante para a participação. “Nessa época, o sentimento cívico das pessoas fica mais aflorado”, ressalta.
Ela afirma que tem recebido três denúncias por semana, mas na maioria das vezes sem comprovação.
O presidente da OAB em Ponta Grossa, Henrique Henneberg, revela que o número de denúncias é pequeno por causa de ameças por parte dos candidatos. Henneberg alerta que é preciso denunciar pessoalmente e não por telefone, uma vez que provas são essenciais para o encaminhamento do processo. “Devemos aproximar o cidadão ao Poder Público e motivar a população”, diz.
Mais de 30 entidades de Ponta Grossa são parceiras do movimento, entre elas a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), associações de moradores e Igrejas. Em âmbito nacional, o movimento foi promovido pela OAB e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O Movimento de Combate à Corrupção surgiu para reforçar a Lei 9840 de 28 de setembro de 1999, que prevê como crime a compra de voto.
Mais informações pelo telefone da OAB: 3028-2313.

'Ficha limpa' pretende colher 20 mil assinaturas até o final do ano em Ponta Grossa
A campanha contra a candidatura de políticos envolvidos em processos já conseguiu 3.500 assinaturas na cidade. Henrique Henneberg conta que a campanha pretende conseguir 20 mil até o fim do ano. Gheisa Sartori afirma que o intuito é fazer com que os cidadãos conheçam a lista divulgada pelo Ministério Público, no site:www.mp.pr.gov.br/cpeleitoral/indexelei.html. Mais de 110 mil assinaturas já foram coletadas em todo o Brasil.
A vendedora Eva da Silva diz que candidatos já prometeram lotes e casas em sua região em troca de voto. Ao ser informada sobre a lista, ela afirmou: “votaria independente se meu candidato estiver na lista ou não”. Já o auxiliar de produção, Francisco Thoroski, conta que também conheceu candidatos que prometeram coisas em troca de votos e que eles mereciam ser banidos da Política. “Para representar a cidade o candidato tem que ser limpo”, declara.
A campanha “Ficha Limpa” precisa coletar 1,3 milhão de assinaturas no país para impedir que políticos com a “ficha suja” se candidatem nas próximas eleições. Para colaborar é preciso preencher um formulário que se encontra na ACIPG e assinar colocando o número do RG ou do título de eleitor.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Tarde Festiva

No domingo, dia 13 de julho, ocorreu o tradicional almoço no Salão da Capela Nossa Senhora do Carmo. O evento faz parte das comemorações dos 30 anos da Capela na comunidade, além das homenagens ao dia da Virgem do Carmo (16 de julho).
Confira as fotos do evento, que contou com várias rodadas de bingo, leilão e a pescaria.





Evento promove cuidados à saúde

Durante a tarde de sábado (06), os moradores do Monteiro Lobato e região puderam verificar níveis de glicemia, pressão arterial, peso e altura gratuitamente com especialistas da área de saúde. O evento para cuidar da saúde foi realizado pela Associação de Moradores em parceria com a Caravana Flemming. Além disso, havia no local cama elástica e piscina de bolinhas para as crianças, sorteio de brindes e distribuição de pipoca e suco. Apesar do mau tempo, cerca de 40 pessoas foram atendidas.
Cláudia Nalu Laidane é farmacêutica e faz palestras sobre saúde. Ela lembra que é melhor fazer a prevenção do que o tratamento. “As pessoas só vão saber que são diabéticas, por exemplo, quando entram em coma. A maioria não percebe os principais sintomas. Se descobrir o diabetes e pressão alta no início, uma reeducação alimentar muitas vezes já resolve. Mas se demorar para tratar, terá que entrar com medicação”, alerta. A farmacêutica orienta sobre os principais indícios de pressão alta e diabetes: “Os sintomas de pressão alta são dor na nuca, dificuldade respiratória, cansaço e tontura; já os de diabetes são boca seca, sede intensa, forte cansaço e visão turva”.
A Educadora Física, Ana Flávia Ozimo, explica que “se deve proporcionar a oportunidade de cuidar da saúde para aqueles que não costumam fazer acompanhamento médico constantemente”. Ela conta que quando constatam alguma coisa errada tentam orientar sobre os cuidados que devem ser tomados. “Damos dicas de alimentação, atividades físicas e aconselhamos procurar um médico”, ressalta.
A coordenadora do evento e supervisora comercial, Lidiane Carpinski Eidam, diz que geralmente as pessoas não têm o hábito de consultar o médico periodicamente. “Na correria do dia-a-dia, acabamos não dando importância quando alguma coisa está errada com a nossa saúde. Sempre pensamos que é estresse”, fala.
O presidente da Associação, Orlando Teles Paulino comenta sobre importância do evento: “Quando tem esse tipo de serviço pertinho de casa as pessoas acabam participando. É importante pensar na qualidade de vida que temos”.

Após cortes, Condomínio planta 15 novas mudas



O Condomínio plantou ao todo 15 novas mudas - 5 aroiera-salsa, 5 cibipiruna e 5 acácia-mimosa - espécies sugeridas pelo laudo de vistoria, por se adequar melhor ao condomínio, para compensar as árvores cortadas no mês passado. O prazo para plantar as mudas foi de 30 dias após o término dos cortes, determinação que se não fosse cumprida poderia gerar multa em até 2 mil reais.
No início de agosto, foram cortadas 1 aroeira, 8 cedros, 3 eucaliptos e 1 ipê amarelo. A solicitação junto à Prefeitura foi feita depois que alguns moradores reclamaram da possibilidade de que galhos de árvores de grande porte viessem a cair, machucando alguém ou danificando algo. Outro argumento usado para justificar o corte é que algumas árvores grandes bloqueavam a luz do sol e estavam embolorando apartamentos próximos.
Em Assembléia ocorrida no dia 14 de dezembro do ano passado, o corte das árvores foi discutido e aprovado por unanimidade pelos presentes. A vistoria para avaliar o estado de conservação das árvores foi feita pela engenheira agrônoma do departamento de Meio Ambiente da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, Isabel Meister.
Segundo a engenheira, as espécies retiradas não eram adequadas ao condomínio, pelo risco de causar danos físicos e materiais. “Sugeri ao Condomínio replantar espécies de médio porte para não corrermos nenhum risco. Primeiro tem que se pensar em preservar a vida”, ressalta. Isabel ainda faz um alerta: “As árvores que foram cortadas estavam deformadas e doentes por causa de podas mal feitas. Quando o Condomínio for podar as árvores, tem que contratar gente especializada para que essas deformações não aconteçam mais”. Sobre a observação da engenheira agrônoma, a síndica Jacira Dias fala que não foi informada pelo departamento de meio ambiente e que o condomínio não tem recursos financeiros para contratação de pessoas especializadas. Mesmo assim, a síndica diz que vai procurar orientações para que as podas sejam feitas da melhor forma possível. Apesar da aroeira ser protegida pela legislação do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a árvore estava em zona urbana, o que significa que a prefeitura tem licença para decidir pelo corte.
O corte foi feito pela empresa Sutilmaq, que cobrou 2.200,00 reais pelo serviço. Porém em troca da madeira extraída foi feito um abatimento de 700,00 reais, resultando em 1.500,00 reais pagos pelo serviço.

Comissão
Com o objetivo de estudar a revitalização da área verde do Condomínio Monteiro Lobato, foi criada uma comissão formada pelos condôminos Armstrong Nicolau (24/22) e Carlos Albach (16/02). Albach que já trabalhou no IAP, diz que ainda não se reuniram para estudar o assunto. Sobre as podas, ele defende a contratação de especialistas: “Se não há alguém especializado, é melhor não fazer porque é um prejuízo”.

Câncer de mama tem alto índice em PG

Mais de quinhentas mulheres dos Campos Gerais tratam por ano de câncer de mama em Ponta Grossa. O Instituto Sul Paranaense de Oncologia (Ispon) registrou no ano passado 102 diagnósticos da doença. Os números são elevados porque os tratamentos duram cerca de cinco anos, de acordo com a assistente social da Ispon, Cleusa Pereira Guaringue. A dona de casa Salvadora Zadolski retirou o seio em abril e considera a falta de dinheiro como o principal agravante para o tratamento devido às recomendações nutricionais.
O Ispon é o único centro que trata de câncer em Ponta Grossa e região. A clínica é privada e também prestadora do Serviço Único de Saúde (SUS) da Santa Casa de Misericórdia, que adquiriu credenciamento em março deste ano. A clínica atende os 12 municípios pertencentes à 3ª Regional de Saúde. A assistente social, Cleusa Pereira Guaringue, conta que cada paciente com câncer de mama precisa se tratar durante cinco anos para total recuperação. Ela afirma que a demora no agendamento das primeiras consultas é o principal fator que prejudica os pacientes, principalmente aqueles com maior necessidade. Muitos reclamam de ter esperado até três meses para consultar.
Salvadora Zadolski descobriu o tumor no seio em janeiro deste ano. “Fazia tempo que eu tinha a bolotinha. Não doía, aí fui fazer o preventivo e acharam”, conta. A dona de casa faz quimioterapia uma vez por mês. A previsão de término das sessões é janeiro do ano que vem. Ela relata que não se informou sobre a doença, o que prejudicou o tratamento. A falta de dinheiro é o principal problema de Salvadora. Ela precisa seguir a receita do médico, que envolve frutas, verduras e derivados do leite, mas afirma que não sobra dinheiro para comprá-los.

Trabalho voluntário
Há 52 anos, a Rede Feminina de Combate ao Câncer ajuda todos os pacientes que precisam de ajuda financeira e abrigo. São 45 voluntários que trabalham na rede para atender 250 pacientes entre homens, mulheres e crianças. Medicamentos, cestas básicas, fraldas e leite são alguns dos produtos oferecidos, todos comprados através de doações da população. A presidente Sueli Schmitt conta que a Rede possui clube de mães e loja de usados para financiar os trabalhos. Ela comenta que há verbas de projetos como Proamor e Banco de Alimentos do Serviço de Obras Sociais (SOS). Salvadora foi informada sobre os trabalhos da rede através do Ispon e garante o leite recomendado para a sua recuperação.
A Rede Feminina promove festas, dois lanches anuais, Natal com doentes, Páscoa, entre outros eventos. Para a assistente social, Marisa Affornalle, a rede tem credibilidade, o que justifica o número de doações. A Rede atende diversos municípios dos Campos Gerais como Castro, Carambéi, Sengés e Piraí do Sul.

Tarde de brincadeiras diverte crianças


Projeto Ser + Feliz reúne em torno de 100 pessoas em frente à sede da Associação

O presidente da Associação de Moradores Monteiro Lobato, Orlando Teles Paulino, avalia que a repercussão do projeto “Ser + Feliz” da Prefeitura Municipal, realizado em parceria com a própria Associação, foi excelente. Apesar da pouca divulgação, aproximadamente 100 pessoas, entre crianças e adultos, marcaram presença no evento. Segundo Orlando, a inesperada participação da comunidade aconteceu pelo acesso livre e gratuito a todos os brinquedos. “Nós observamos que não só os moradores do condomínio vieram, mas também muita gente da redondeza. Acredito que a organização foi muito boa e quem veio trazer seus filhos também gostou”, comenta.
O evento aconteceu na tarde do dia vinte de julho, no pátio da Associação, e teve duração de 3 horas. Uma equipe composta por jovens estudantes do curso de Educação Física cuidou da segurança e garantiu o divertimento das crianças em todos os brinquedos. No local havia cama elástica, cama inflável, jogos de basquetebol e voleibol, e pintura de rosto, com acesso gratuito. A festa para as crianças foi promovida pela Associação de Moradores e pela Secretaria de Esporte e Recreação. A Associação não teve nenhuma despesa, pois a montagem dos brinquedos foi arcada pela Prefeitura Municipal e os 300 copinhos de água distribuídos no local foram doados pela Companhia de Água e Saneamento do Paraná (Sanepar). Bruna Renata Sanches Bebilaqua, tem nove anos e é moradora do condomínio. Ela fala que gostou da festa. “Achei tudo muito legal. Era bom que tivesse sempre”, conta Bruna empolgada enquanto uma das atendentes faz um desenho em seu rosto.
O projeto Ser + Feliz atua desde 2005 nos diversos pontos da cidade, como parques, festas comunitárias e escola. Segundo Ligia Cristina de Souza França, do departamento de recreação, para coordenar as atividades são escalados professores e estudantes da área de Educação Física. “Eles cuidam para que os brinquedos estejam bem firmes e seguros e que as crianças brinquem separadas por idade para não se machucarem”, explica. Ligia ainda conta que os brinquedos estão em constante manutenção, pois há muita procura e, conseqüentemente, muito uso. “A nossa agenda está cheia até novembro. Principalmente em outubro que é mês das crianças e as escolas pedem bastante”, ressalta. Para agendar o serviço é preciso enviar um ofício para a Secretaria de Esportes e Recreação para que eles avaliem a disponibilidade. Os brinquedos só podem ser montados em espaços onde o acesso seja livre para toda comunidade.

Convite
No próximo dia 12 de outubro, a Associação realizará a festa das crianças no quadradão (próximo ao parquinho). No local haverá muitos brinquedos para diversão das crianças.

FALANDO DE AVÓS E NETOS


Meu pai morreu aos 85 anos lúcido e rodeado por dois netos que nunca tinham visto alguém morrer e que naquela madrugada enfrentavam a dor de perder uma pessoa que era um exemplo de bondade, carinho, força, justiça, caráter, enfim de tudo que era digno.

Passaram uns seis meses e chegou um senhor e falou com meu filho sobre o avô. Escutando tudo o que ele disse do avô, senti a importância que meu pai tinha tido na vida a dos netos, netas, sobrinhos, amigos, parentes em geral.

Hoje, trabalhando com idosos e sendo uma idosa, eu vejo que muitos avós e avôs não têm o carinho dos filhos, netos e parentes afins. Penso o quanto os netos que não convivem com os avós estão perdendo, mas isto é conseqüência da nossa cultura ocidental onde os valores estão invertidos e onde toda a experiência e sabedoria adquiridos em uma vida inteira são desprezados e jogados fora como se nada mais os idosos pudessem prestar à sociedade.

A pessoa idosa pode tanto ensinar como aprender com as crianças, jovens e adultos. O importante é não isolar ninguém. Podemos contar “causos” de antigamente e escutar de nossos netos e netas os fatos de hoje. Podemos ver nossos netos correrem enquanto andamos em passos lentos, podemos escutar o canto dos pássaros e ensinar a importância desses seres para o equilíbrio natural do nosso mundo. Podemos dar os primeiros passos no computador enquanto nossas crianças voam.

Por isso nesse dia 27 de setembro que comemora o dia do idoso vamos rever com carinho a maneira como estamos tratando nossos pais diante de nossos filhos. Quem não sabe fazer isso, escute uma música sertaneja chamada “Couro de boi” e entenderá minha mensagem.

Felizes são aqueles avós que podem fechar os olhos cercados pelo amor de seus familiares.

Parabéns vovô! Parabéns vovó! Parabéns Melhor Idade! Onde estiverem saibam que continuamos nos mirando em vocês!



Olga B. Cordeiro de Oliveira

A autora é moradora do Bloco 15, apro 13 e

Voluntária da Pastoral da Pessoa Idosa

Editorial

No período eleitoral muito se discute o termo “cidadão” como o indivíduo que participa ativamente, não só no período que antecede a votação, mas que acompanha todo o trabalho e fiscaliza nossos representantes. No Conjunto Monteiro Lobato, essa participação também pode ocorrer durante as assembléias. São nessas reuniões, que acontecem em média a cada três meses, onde são tomadas importantes decisões, as quais afetam diretamente todos os moradores. Nas assembléias, os participantes podem interferir nas decisões tomadas pelo síndico(a), expondo seus argumentos, sugerindo pautas e votar.

Apesar da grande importância desse momento de debate, apenas 25 moradores em média participam das assembléias. Na última, que ocorreu no dia 16 de agosto, 27 condôminos assinaram sua presença. Esse número representa menos de 4% do total de condôminos (768). Muitas são as desculpas quando os moradores são perguntados sobre suas ausências: falta de tempo, horário incompatível e até por não gostarem de pessoas presentes nas reuniões. Questões pessoais não podem fazer com que condôminos que queiram participar, faltem a todas as assembléias. Afinal, de nada adiantará se as reclamações que ouvimos diariamente nos corredores não forem expostas, porque só através do debate é que se pode encontrar soluções para, senão acabar, amenizar os problemas.

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